Ação policial em protestos por moradia em Portugal divide partidos políticos
Sindicatos e esquerda classificam dispersão como desproporcional, enquanto André Ventura apoia intervenção
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Forças de segurança dispersaram com violência manifestantes que participavam de acampadas pelo direito à habitação na madrugada deste domingo (25), nas cidades de Lisboa e do Porto. As ações da polícia ocorreram na Praça D. Pedro IV, na capital portuguesa, e na Praça D. João I, na capital do norte do país.
A intervenção policial aprofundou a polarização no Parlamento português diante da crise imobiliária, que encareceu aluguéis e expulsou famílias dos centros urbanos. A oposição de esquerda exigiu explicações formais do Ministério da Administração Interna sobre o uso da força contra ocupações pacíficas.
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSS) classificou a ação como "completamente desproporcional" contra cidadãos que exerciam o direito constitucional de manifestação e afirmou que a repressão viola os princípios do Estado democrático. Em contrapartida, o presidente do partido Chega, o deputado André Ventura, saiu em defesa dos agentes policiais, chamando os manifestantes de "vândalos e arruaceiros".
Representantes dos movimentos sociais convocaram novos atos públicos para os próximos dias e pretendem protocolar denúncias formais na Provedoria de Justiça e na comissão parlamentar de direitos humanos.
Com informações de RTP Notícias (Portugal) e Observador (Portugal).
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