Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Brasil

Ações da PM de São Paulo com dezenas de disparos descumprem protocolo de tiro defensivo

Casos recentes com mortes na capital contrariam diretrizes básicas de preservação da vida

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Duas abordagens realizadas por policiais militares de São Paulo resultaram na morte de dois homens atingidos por dezenas de disparos nos últimos dez dias na capital paulista. Em Moema, na zona sul, Gustavo Munis Santana, de 20 anos, foi alvejado com 27 dos 45 tiros disparados por agentes no sábado (10). Já na Vila Dionísia, na zona norte, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, faleceu no dia 3 de outubro após ser alvejado com 24 tiros durante uma ocorrência policial que veio a público nesta segunda-feira (12).

As ações geraram críticas de especialistas em segurança pública por contrariarem as normas técnicas de abordagem e o princípio da proporcionalidade exigido dos agentes de segurança. Imagens gravadas por câmeras de segurança do comércio em Moema, tornadas públicas nesta terça-feira (13), mostram o momento em que a viatura cerca o jovem de 20 anos enquanto ele buscava abrigo no recuo de uma calçada, momento antes da sequência de tiros efetuada pelos policiais.

A Polícia Militar paulista adota formalmente o método criado no fim da década de 1990 pelo coronel Nelson Giraldi, que estabelece o tiro defensivo apenas como último recurso e com foco estrito na preservação de vidas. Conforme destacou o coronel reformado José Vicente da Silva Filho, o procedimento padrão orienta até dois disparos na região torácica para cessar uma ameaça iminente quando não houver alternativas, o que torna injustificável o disparo de dezenas de cartuchos em uma única intervenção.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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