Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Economia

Ajuste de ao menos R$ 250 bilhões é necessário para estabilizar dívida pública, dizem economistas

Próximo presidente enfrentará desafio fiscal que pode chegar a R$ 400 bilhões, dependendo do cenário econômico.

O próximo presidente da República precisará realizar um ajuste nas contas públicas de pelo menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos para estabilizar a dívida pública brasileira, segundo avaliam economistas. O esforço fiscal, no entanto, pode se tornar ainda maior, chegando a R$ 400 bilhões em algumas simulações, dependendo de fatores como a credibilidade do plano adotado, o empenho do chefe do Executivo e a taxa de juros no mercado internacional.

A necessidade de ajuste decorre da atual trajetória de endividamento do país. O governo prevê um déficit de R$ 67,3 bilhões para o atual exercício, o que equivale a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com esse resultado, a dívida bruta do governo geral, que reúne os débitos da União, dos estados e dos municípios, e que atingiu o recorde de 82,9% do PIB nos últimos cinco anos, continuará a subir, pressionando o principal indicador de solvência do país.

Para contornar o problema, especialistas apontam que o saldo das contas públicas precisaria alcançar um superávit de 2% a 2,5% do PIB até 2030, combinando uma expansão mais contida dos gastos e o aumento de receitas. Os economistas, no entanto, demonstram ceticismo quanto à viabilidade política de medidas impopulares, como a desvinculação de benefícios sociais do salário mínimo e mudanças nos pisos de Saúde e Educação, temas que as equipes de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro evitaram detalhar até o momento.

Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.

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