António Costa acusa Ministério Público português de atentado ao Estado de direito
O ex-primeiro-ministro teve seu pedido à Justiça para acesso a autos negado pela sexta vez consecutiva
A tensa disputa entre o principal cargo do bloco europeu e as autoridades jurídicas nacionais agravou-se na quinta-feira (1º) após os impasses ligados a acusações passadas. O ex-primeiro-ministro e atual presidente do Conselho Europeu, António Costa, reagiu às tratativas e acusou os procuradores do Ministério Público de Portugal de realizarem um "atentado ao Estado de direito".
O foco das críticas contundentes da classe de defesa está ligado à falta de cooperação processual. A Justiça voltou a negar os pedidos feitos pelos advogados de Costa, bloqueando pela sexta vez que ele consiga ler e acessar detalhadamente os autos judiciais nos quais tem seu nome em pauta nas audiências no país europeu.
António Costa foi enquadrado apenas como suspeito durante todo o trajeto principal do que ficou conhecido pela operação Influencer, em decorrência da avaliação de irregularidades que desestruturou a ala progressista no último triênio, mas até então continua sem a formalidade de um processo como réu ou arguido para enfrentar no banco da cúpula.
Toda essa dinâmica em torno da Operação, inclusive, foi a peça fulcral do escândalo de negócios de explorações pelo país que culminou em sua renúncia abrupta em 2023. Ao ser eleito para a liderança europeia agora, sua posição pública foi a de reforçar contestações à atitude fechada dos promotores lusos em prol dos direitos civis básicos.
Com informações de RTP Notícias (Portugal), Euronews e Público (Portugal).
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