Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Apenas um candidato ligado aos presos do 8 de janeiro consegue se eleger

Grupo não obteve apoio suficiente nas urnas para ocupar vagas no Congresso Nacional ou nas assembleias locais.

A eleição para cargos políticos não trouxe sucesso para advogados e parentes dos presos pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, com exceção de um único candidato. O advogado Jeffrey Chiquini (Novo), que defendeu o ex-assessor Filipe Martins, foi eleito deputado federal pelo Paraná, somando mais de 425 mil votos.

O desempenho geral reflete uma falta de adesão do eleitorado a candidaturas construídas quase exclusivamente em torno da defesa dos envolvidos no episódio. O resultado das urnas reduz a capacidade de representação direta desse grupo no Congresso Nacional a partir do próximo ano.

Outros nomes conhecidos pela ligação com os eventos de Brasília ficaram de fora. Mariana Naime (PL), esposa do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime, obteve mais de 67 mil votos, mas não se elegeu devido ao coeficiente eleitoral e terminou como suplente. Já Cláudia Rodrigues (Novo-SP), conhecida por ser irmã de uma das invasoras, não alcançou a marca de três mil votos.

No Distrito Federal, o desembargador Sebastião Coelho (Novo), que também atuou na defesa de Martins, fracassou na disputa por uma vaga no Senado. Situação semelhante ocorreu com Luíza do Clezão (PL), filha de um dos presos falecidos no complexo da Papuda, e Carolina Siebra (Novo-CE), representante de uma associação de familiares, que também não conseguiram se eleger.

Com informações de UOL e Folha.

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