Arranha-céus de vidro viram desafio climático com alto consumo de ar-condicionado
Fachadas panorâmicas concentram calor em metrópoles tropicais e colocam projetos arquitetônicos em rota de colisão com metas ambientais
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A proliferação de arranha-céus com paredes inteiras de vidro tornou-se um desafio para as metas ecológicas globais, devido à alta quantidade de energia necessária para resfriar os apartamentos diante do avanço das temperaturas mundiais. O fenômeno atinge principalmente metrópoles de rápido crescimento econômico situadas em regiões quentes, como Kuala Lumpur, Dubai, Mumbai e Jacarta.
A concentração de calor gerada pelas superfícies envidraçadas sobrecarrega a rede elétrica com sistemas contínuos de ar-condicionado, elevando custos para moradores e aumentando as emissões de poluentes que aceleram o aquecimento do planeta. Para a população urbana, o modelo arquitetônico questiona o equilíbrio entre conforto visual e consumo consciente de recursos naturais.
Embora as paredes envidraçadas ofereçam iluminação ampla e vista panorâmica a centenas de metros de altura, o vidro convencional possui baixo isolamento térmico e transfere a irradiação solar para o interior das residências. O embate sobre a sustentabilidade dessas estruturas já levou metrópoles como Nova York a cogitarem restrições a novos prédios totalmente envidraçados ainda em 2019.
Enquanto projetistas buscam tecnologias de vedação e películas protetoras mais eficientes para barrar o calor sem perder a visibilidade, governos e urbanistas debatem novas normas construtivas para conter o impacto ambiental das futuras silhuetas urbanas.
Com informações de UOL e Folha.
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