Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Augusto Cury confirma assédio de campanhas para apoio no segundo turno

Sem grande rejeição nacional, candidato do Avante atrai interesse lulista e bolsonarista em disputa acirrada

Na reta final para as urnas, o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) assumiu publicamente que seu pequeno eleitorado tornou-se objeto de intenso assédio eleitoral por parte dos favoritos que tentam garantir votos em um eventual segundo turno.

Cury confirmou que tem sido procurado por emissários tanto da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto de Flávio Bolsonaro (PL). Essa alta procura ocorre por um cálculo pragmático: o Avante é um dos poucos partidos cujo perfil abriga lideranças dos dois lados, não carregando carimbos fortes de antipetismo e abrindo margem confortável para negociar acordos pós-eleição sem causar danos à imagem do candidato.

Apesar da força na mesa de negociações, Cury reclamou de ter perdido espaço valioso na TV para firmar suas propostas nos últimos dias, consequência direta do cancelamento do debate na Rede Globo. As limitações do partido, que elegeu só cinco deputados federais e um senador, refletem-se no placar da pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (1º): Cury oscilou e marcou 4%, taxa próxima da registrada pelos adversários diretos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), e ligeiramente acima de Romeu Zema (Novo).

Com informações de UOL e Folha.

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