Calor armazenado nos oceanos atinge recorde em 2025, aponta relatório da Europa
Dados do observatório Copernicus indicam que as águas absorveram energia excedente 40 vezes maior que todo o consumo da humanidade em um ano
O ano de 2025 registrou o maior acúmulo de energia térmica já armazenada nas camadas dos oceanos do planeta, aponta um relatório anual divulgado pelo observatório europeu Copernicus. O estudo constatou a adição recorde de 23 zettajoules de energia retidos pelo ambiente marinho — um volume equivalente a quase 40 vezes o consumo de energia total da humanidade no mesmo período.
De acordo com os pesquisadores, a energia não se concentra apenas na superfície das águas. O aquecimento alcança as zonas mais profundas e apresenta uma mudança persistente e acelerada desde a década de 1960. A retenção desse calor extra, atrelada à absorção de cerca de um terço do dióxido de carbono emitido, tem reflexos diretos em todo o ecossistema.
O impacto dessas mudanças foi sentido em várias dimensões. O oceano registrou uma taxa de elevação de 4,2 milímetros por ano no nível médio global do mar na última década, uma aceleração frente à média histórica anterior. O relatório identificou também que o mar ficou aproximadamente 17% mais ácido entre 1985 e 2025, alterando a composição química da água e colocando em risco a vida marinha.
Os sinais já afetam regiões ameaçadas: no Ártico, o derretimento do gelo marítimo gerou uma perda de extensão na ordem de 490 mil quilômetros quadrados por década; e nas nações insulares em desenvolvimento, o aumento prolongado do estresse térmico comprometeu um quarto dos recifes de coral. O levantamento do Copernicus contou com dados de 125 cientistas globais baseados em medições de satélite e modelos marítimos.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise