Campanha de Lula veta drone para contagem de público na Paulista, dizem entidades
Pesquisadores da USP e More in Common afirmam que foi a terceira recusa em atos petistas
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O Monitor do Debate Político no Meio Digital, projeto ligado à Universidade de São Paulo (USP) e ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e a organização More in Common Brasil anunciaram nesta segunda-feira (12) que deixaram de realizar a contagem de público do ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na avenida Paulista por falta de autorização para sobrevoo de drones.
A medição de público por drones com contagem automatizada tornou-se uma ferramenta central para aferir com método científico o comparecimento da população em manifestações políticas, evitando disputas de versões entre organizadores e adversários. Sem as fotos aéreas de alta precisão captadas pelos aparelhos, os pesquisadores não conseguem aplicar o modelo de estimativa de densidade populacional.
Segundo nota divulgada pelas entidades, a campanha petista já havia vetado pedidos semelhantes no ato de lançamento da candidatura em São Bernardo do Campo, em 16 de agosto, e em um comício realizado na capital em 3 de outubro. Os pesquisadores frisaram que compreendem os rigorosos protocolos de proteção do chefe do Executivo e que jamais operam equipamentos aéreos sem o aval expresso das equipes oficiais de segurança.
A coordenação de campanha do presidente e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foram procurados para comentar os critérios de restrição de segurança adotados no evento deste domingo (11), mas não responderam até a publicação.
Com informações de UOL e Folha.
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