Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Política

Candidatos ao Senado por São Paulo se posicionam sobre impeachment de ministros do STF

Maioria dos candidatos paulistas mais competitivos defende o processo de cassação contra magistrados em caso de crime de responsabilidade

Candidatos ao Senado por São Paulo se posicionam sobre impeachment de ministros do STF
Foto: Nicholas Bittencourt / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A discussão sobre a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem pautado a campanha dos candidatos ao Senado Federal. De acordo com a legislação brasileira, a retirada de magistrados das cortes superiores é de competência exclusiva do Senado.

No Sudeste, um levantamento da Folha apontou que 28 dos 39 candidatos mais competitivos defendem o impeachment de ministros do Supremo. Em São Paulo, cinco dos seis candidatos líderes de intenção de voto são favoráveis à medida: André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP), Marina Silva (Rede), Guto Schiavetto (Missão) e Geraldo Rufino (Podemos).

Marina Silva, única candidata do campo progressista no estado favorável à proposta, afirmou que defende a cassação do mandato caso seja comprovado crime de responsabilidade. "Se o Senado pode aprovar o nome do ministro, pode também cassar", declarou a candidata durante debate promovido pela Folha e UOL.

Simone Tebet (PSB) foi a única entre os mais competitivos a não endossar abertamente a proposta. A candidata criticou o uso político do instrumento motivado por discordâncias de decisões judiciais, embora não tenha se posicionado contrariamente ao procedimento legal. Tebet propõe uma reforma no Judiciário, com mandatos de até 12 anos para ministros e idade mínima de 50 anos.

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