Sábado, 03 de outubro de 2026
Mundo

Chefe de prisões renuncia após falha em injeção letal de Christa Pike nos EUA

Condenada sobreviveu a duas doses de pentobarbital e está em estado crítico; ONU exige que Tennessee suspenda nova execução

O diretor do Departamento Correcional do Tennessee (TDOC), nos Estados Unidos, Frank Strada, renunciou ao cargo neste sábado (3) após o estado fracassar na tentativa de executar com injeção letal a presa Christa Pike. Ela é a única mulher no corredor da morte do estado norte-americano.

O caso expõe falhas recorrentes no sistema de execuções do país e reacendeu o debate global sobre direitos humanos nas prisões. Christa Pike tornou-se o centro de uma disputa diplomática após a Organização das Nações Unidas (ONU) acusar o estado de estar submetendo a prisioneira a tortura.

No último dia 30 de setembro, Christa seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de dois séculos. Ela, que está há três décadas no corredor da morte, recebeu duas doses do anestésico pentobarbital durante o procedimento de injeção letal, mas continuou respirando. A condenada sobreviveu, mas agora se encontra em condição de saúde crítica.

A situação levou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e especialistas independentes a exigirem formalmente na quinta-feira (1º) que as autoridades locais abandonem novos planos de execução contra a mulher, já que ela passou por duas tentativas fracassadas e está em um limbo legal e médico.

Pressionado pelo caso de Christa e pelo fato de ter supervisionado outras quatro execuções que também falharam anteriormente, o comissário prisional Frank Strada justificou sua renúncia argumentando que deixar o posto seria o melhor para o estado do Tennessee no momento.

Com informações de Deutsche Welle, Infobae, Marca e Clarín (Argentina).

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