China habilita quatro novos frigoríficos brasileiros no dia em que tarifa carne nacional
Unidades de Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul poderão exportar para o país asiático; Brasil já excedeu a cota isenta de impostos no ano
A Administração-Geral das Alfândegas da China habilitou quatro novos frigoríficos brasileiros para a exportação de carnes ao mercado chinês. O Ministério da Agricultura e Pecuária informou na terça-feira (29) que a autorização incluiu duas unidades de carne bovina e duas de aves, totalizando agora 150 estabelecimentos nacionais com permissão para operar no país asiático.
Foram aprovadas as plantas da Supremo Carnes, em Carlos Chagas (MG), e Masterboi, em Canhotinho (PE), ambas de carne bovina. No setor de frango, ganharam a permissão a Avivar Alimentos, em São Sebastião do Oeste (MG), e a Cooperativa Dália Alimentos, de Arroio do Meio (RS). Três dessas autorizações vieram após uma missão de inspeção de autoridades chinesas que avaliaram 17 unidades no Brasil.
Curiosamente, o anúncio coincidiu com a oficialização pelo Ministério do Comércio chinês de que o Brasil excedeu o limite da cota anual de exportação de carne bovina, alcançada ainda em agosto. Como consequência, a partir do dia 1º de outubro, os novos embarques bovinos brasileiros estarão sujeitos a uma sobretaxa de 55%, que se soma à tarifa básica de 12%, restando às novas plantas bovinas esperar a virada do ano para negociar sob as taxas normais.
O governo brasileiro tenta minimizar o impacto das tarifas utilizando parte da cota de exportação uruguaia que sobrou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar que o Uruguai aceitou ceder seu remanescente ao Brasil, mas a efetivação da transferência depende de uma autorização exclusiva do governo chinês, que ainda não se manifestou.
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