Domingo, 11 de outubro de 2026
Política

Cinco grupos políticos já disputam espaço em eventual governo de Flávio Bolsonaro

Divisão vai do centrão ao núcleo duro do bolsonarismo, gerando atritos antes do fim do segundo turno; Haddad critica 'loteamento' antecipado.

Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A vantagem conquistada nas urnas na primeira fase das eleições presidenciais mergulhou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em uma disputa interna de poder envolvendo pelo menos cinco grupos distintos. O senador foi ao segundo turno com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cenário que antecipou o embate entre aliados que buscam lotear os ministérios de um eventual governo a partir do ano que vem.

Essa fragmentação da base de apoio exigirá amplas habilidades de conciliação do presidenciável. Um dos grupos reúne agentes da Faria Lima e ligados ao ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes. A segunda grande força na mesa é representada por caciques do centrão e do agronegócio. Somam-se a isso o núcleo duro familiar dos bolsonaristas mais ideológicos, a ascendente ala liderada pelo governador paulista Tarcísio de Freitas e, por último, o bloco de independentes trazidos na reta final.

A articulação precoce não passou despercebida pelos adversários, que utilizam o fato para questionar o excesso de confiança da oposição. O atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), atacou abertamente a postura do PL durante um ato político realizado na avenida Paulista na última quinta-feira (8), afirmando com irritação que o candidato adversário "nem ganhou eleição, já está loteando o governo".

Nas próximas semanas, o núcleo da campanha de Flávio concentrará esforços para blindar o candidato dos atritos internos e garantir que o conflito por cargos não prejudique o desempenho eleitoral nas urnas no dia do embate final.

Com informações de UOL e Folha.

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