Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Esportes

Clássico paulista marca volta do Brasileirão com protestos contra fim das casas de apostas

Primeira partida do torneio sob a nova medida do governo federal expôs a diferença na adequação dos clubes à lei

A partida de futebol entre São Paulo e Santos, disputada nesta sexta-feira (2) pelo Campeonato Brasileiro, foi o primeiro jogo da primeira divisão nacional realizado após a edição de uma medida provisória do governo federal, norma que tem força de lei imediata, proibindo a atuação de casas de apostas no Brasil. O clássico no estádio do Morumbi serviu como vitrine para protestos do setor contra o fim das atividades.

O cenário mostra o desafio de adaptação do esporte ao novo cenário econômico em um curto prazo, já que o limite imposto pela lei para a remoção total de patrocínios ligados às apostas termina na próxima segunda-feira (5). Muitas marcas continuaram expostas no campo porque o prazo final ainda não foi atingido.

O jogo expôs como as equipes estão lidando com a mudança. O Santos antecipou os efeitos da norma, suspendeu seu contrato de patrocínio e já entrou em campo sem a marca da empresa estampada no uniforme. O São Paulo, atuando em casa, manteve o seu patrocinador principal na camisa, em telões de LED e em placas ao redor do gramado.

Além dos escudos das empresas, as placas de publicidade exibiram mensagens direcionadas ao governo, como "Proibir não é proteger" e "A proibição não acaba com as apostas". Essas frases foram arquitetadas por institutos ligados à associação do setor de jogos. O próprio Campeonato Brasileiro, que vendeu o direito de dar nome ao torneio para uma marca de apostas (os chamados naming rights), seguiu exibindo a publicidade oficial durante a partida.

Com informações de Google Notícias, Estadão e UOL.

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