Com dívida recorde após pandemia, França enfrenta onda de protestos e greves
Governo de Emmanuel Macron tenta cortar gastos públicos, mas esbarra em mobilizações nas ruas e crise na educação do país.
A França lida com uma crescente onda de greves e manifestações em meio à sua pior situação fiscal das últimas décadas. Os protestos, que começaram em apoio a professores por melhores condições na educação, expõem a dificuldade do governo em equilibrar as contas após anos de gastos intensos.
O endividamento francês saltou nos últimos anos devido às medidas de estímulo adotadas durante a pandemia de Covid-19, quando o presidente Emmanuel Macron prometeu sustentar a economia a qualquer custo. Como resultado, a dívida pública atingiu 119% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior patamar desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1946.
Agora, o governo tenta promover cortes no orçamento nacional para reequilibrar as finanças do país. A adoção dessas medidas de austeridade, no entanto, enfrenta forte resistência popular e da oposição política de esquerda, resultando em confrontos constantes nas ruas e interrupção das aulas em várias escolas francesas.
Com informações de Google Notícias e Gazeta do Povo.
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