Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
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Cultura

Curta-metragem paraibano leva debate sobre racismo sutil ao festival em Biarritz

Filme "Casos Isolados" reflete as barreiras das pessoas presas no "não lugar" da sociedade brasileira

Praia de Biarritz
Praia no litoral francês · Foto: Florian Pépellin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A produção independente "Casos Isolados", criada por profissionais de cinema da Paraíba, abriu os debates do tradicional circuito na costa francesa de Biarritz ao explorar temas incômodos. O curta-metragem retrata como preconceitos naturalizados moldam o dia a dia daqueles que possuem traços afrodescendentes mas ikke são entendidos como retintos.

Através da história de uma entregadora de cosméticos interpretada pela própria diretora Jamila Facury, a obra ilustra os obstáculos desse famoso "não lugar" — a zona de fronteira cinzenta em que as pessoas sofrem exclusões e preconceitos na mesma proporção em que reproduzem a própria intolerância sistêmica no país.

Sem orçamento milionário e envolvendo o suor de 30 artistas locais, o roteiro de 50 minutos precisou ser reduzido para o formato curto, mantendo no entanto toda a carga das vivências. A exibição no continente europeu serve como um grande grito de existência da arte nordestina num ambiente internacionalmente acostumado aos clichês sobre a sociedade brasileira.

Com informações de UOL, RFI Brasil e Terra.

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