Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Ciência

Declínio populacional se torna o novo desafio para o planejamento das cidades

Queda na taxa de natalidade muda o foco do urbanismo, que antes temia a superpopulação e agora lida com o encolhimento de municípios

O declínio populacional causado pela queda nas taxas de natalidade passou a ser o principal desafio do urbanismo moderno. O alerta foi feito pelo urbanista Alain Bertaud durante o Encontro Cidades Responsivas, realizado em Porto Alegre, capital que já registrou perda de habitantes entre 2010 e 2022.

A mudança inverte a lógica que guiou o planejamento urbano desde a Revolução Industrial. Até a década de 1970, o grande temor global era a superpopulação e a escassez de recursos. Hoje, com a fecundidade abaixo da taxa de reposição em diversos países, incluindo o Brasil, a preocupação se voltou para o envelhecimento da população e a perda de dinamismo econômico de municípios menores.

Segundo os dados apresentados, a tendência é que os jovens migrem cada vez mais para as grandes metrópoles, deixando as cidades do interior vazias. No Japão, por exemplo, a capital Tóquio continua crescendo à custa de municípios menores que perdem moradores, um movimento de concentração que o último Censo já começou a identificar também no Brasil.

Com informações de UOL e Folha.

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