Demora no diagnóstico do câncer de mama amplia gravidade de cirurgias no SUS
Espera prolongada para detecção reduz chances de cura e amplia sequelas em pacientes
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O intervalo entre as primeiras queixas clínicas e a conclusão do diagnóstico do câncer de mama segue como o fator decisivo para a sobrevida e a integridade de mulheres assistidas pela rede pública de saúde no Brasil.
A demora na detecção obriga a realização de procedimentos cirúrgicos agressivos, causa deformidades físicas e derruba as probabilidades de cura. Essa disparidade socioeconômica foi apontada pelo presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Luiz Ayrton Santos Júnior, que associou o tempo de espera a fatores como renda, grau de instrução, raça e município de residência.
O contraste aparece na trajetória de duas mulheres atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Alegre: enquanto Rita Santana, de 53 anos, descobriu a alteração precocemente e preservou a mama em Gravataí, Maura Bandeira, de 54 anos, aguardou quatro anos por um diagnóstico conclusivo em Alvorada, o que culminou na retirada integral da mama e em quase dois anos de ferida aberta após a rejeição da prótese mamária.
Entidades médicas enfatizam que sintomas como inchaço e nódulos merecem investigação aprofundada imediata, mesmo quando a mamografia de rotina inicial não registra anormalidades aparentes.
Com informações de UOL, Folha e Estado de Minas.
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