Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Política

Deputados jovens farão caravana pelo país para mobilizar eleitorado de Lula

Nomes recém-eleitos do PT e do PSOL traçam estratégias regionais para reverter desvantagem do presidente entre eleitores de 16 a 24 anos

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Os deputados federais da ala mais jovem dos partidos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizarão um giro pelo Brasil para tentar alavancar a candidatura do petista nesta reta final da corrida presidencial. A estratégia visa engajar diretamente o eleitorado de menor faixa etária, grupo em que a campanha governista tem enfrentado reveses nas pesquisas.

A ofensiva é vista como uma peça fundamental para reverter a desvantagem eleitoral, com a base aliada investindo na descentralização do discurso e na autonomia das abordagens estaduais. Os parlamentares apostam em dialogar com a juventude sobre pautas que se provaram bem-sucedidas em suas campanhas, a exemplo da tarifa zero no transporte público.

A decisão foi sacramentada durante um almoço reservado na última quarta-feira (7), que reuniu nomes recém-eleitos como Renato Freitas (PT-PR), Ana Elisa (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Jones Manoel (PSOL-PE). O encontro ocorreu logo após uma reunião maior entre Lula, parlamentares atuais e os novos congressistas eleitos para a Câmara dos Deputados.

O fortalecimento dessa nova geração também marca uma renovação evidente nos quadros do Partido dos Trabalhadores no Congresso Nacional. A sigla não conseguiu eleger neste ano figuras tradicionais de sua história, como José Dirceu, Benedita da Silva e Gleisi Hoffmann.

A preocupação intensa com o público jovem reflete os números de avaliação recentes. Antes do primeiro turno, uma pesquisa Datafolha mostrou que o apoio a Lula na faixa etária de 16 a 24 anos caiu de 48% para 43%, enquanto o candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu de 46% para 50% das intenções de voto no mesmo estrato. Os veículos de imprensa que noticiaram o caso não informaram os detalhes do registro obrigatório do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com informações de UOL e Folha.

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