Descoberta sobre 'espelho' das moléculas garante o Nobel de Química
Pesquisa desvendou como reações químicas escolhem um único lado da estrutura molecular, revolucionando a produção da indústria farmacêutica
A Academia Real das Ciências da Suécia anunciou nesta quarta-feira (7) a entrega do Prêmio Nobel de Química de 2026 aos cientistas Henri Kagan, da França, e Kenso Soai, do Japão. A honraria foi concedida pela inovadora descoberta envolvendo a autocatálise e os efeitos não lineares na síntese de moléculas orgânicas assimétricas.
O trabalho resolveu um problema histórico que intrigava químicos desde o século 19. Durante as experiências de laboratório, as reações químicas sempre produziam duas versões exatas e espelhadas da mesma molécula. A dupla de cientistas descobriu como induzir o processo a favorecer massivamente apenas uma das versões, amplificando o efeito até que apenas um dos lados se formasse.
Essa quebra de simetria se tornou um avanço indispensável para os dias de hoje. A indústria de medicamentos, por exemplo, lida constantemente com substâncias espelhadas em que a versão "direita" pode curar uma doença e a versão "esquerda" pode ser danosa. O controle exato criado pelos laureados permitiu a eliminação do risco de efeitos colaterais ligados à estrutura dupla das moléculas.
Com informações de Exame, G1, Google Notícias e UOL.
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