Diferença estreita para Flávio Bolsonaro impõe mudança de estratégia a Lula no 2º turno
Análise aponta que subestimar o adversário cobrou preço e petista precisará disputar os eleitores de candidatos derrotados.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará recalcular sua estratégia para o segundo turno após terminar a primeira etapa das eleições quase dois pontos percentuais atrás de Flávio Bolsonaro (PL). O cenário apertado exige que o governo federal convença os cerca de 8% de eleitores que votaram em terceiros para conseguir reverter a desvantagem nas próximas três semanas.
O resultado inicial gerou frustração entre os aliados do governo, já que o partido não contava em terminar o primeiro turno na segunda colocação. Segundo análise da colunista Dora Kramer, da Folha de S.Paulo, o desempenho forte da direita nas urnas escancarou falhas táticas da campanha petista, que passou o período pré-eleitoral subestimando a capacidade de reação do seu principal oponente.
Apesar do susto, Lula adotou uma postura de cautela e evitou um tom de decepção logo após a confirmação do resultado, buscando ganhar tempo para reorganizar sua base aliada. O desafio estatístico agora é inédito: para vencer, o petista tentará realizar algo que nunca aconteceu desde a redemocratização, que é a virada do segundo colocado em um segundo turno presidencial.
Com informações de UOL e Folha.
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