Domingo, 11 de outubro de 2026
Política

Diplomatas avaliam antecipar aposentadoria após ameaça de faxina de Eduardo Bolsonaro

Ala do Itamaraty teme retorno das diretrizes do governo anterior caso Flávio Bolsonaro confirme favoritismo nas urnas no segundo turno

Flávio Bolsonaro
Candidato oposicionista em 2026. · Foto: Unknown photographer / Wikimedia Commons (Domínio público)

A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial instalou um clima de forte apreensão nos bastidores do Ministério das Relações Exteriores (MRE), conhecido como Itamaraty. Integrantes do alto escalão diplomático revelaram que cogitam antecipar seus pedidos de aposentadoria para evitar representar o Brasil em postos no exterior sob um eventual governo do senador.

O mal-estar na pasta ganhou força após declarações públicas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do presidenciável. Em manifestações dirigidas a servidores públicos da diplomacia que apoiaram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Eduardo elevou o tom e afirmou que promoverá uma "faxina" nas dependências do ministério caso a chapa familiar saia vencedora.

A categoria diplomática guarda na memória a condução da política externa adotada durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022. Naquela época, a gestão foi amplamente criticada por diplomatas de carreira por promover o isolamento internacional do país, atritos diplomáticos com parceiros estratégicos e embates ideológicos em foros multilaterais.

A definição dos rumos da representação diplomática do Brasil ocorrerá no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, previsto para o fim do mês, quando os brasileiros escolherão entre a continuidade da atual política de Lula e a nova diretriz bolsonarista.

Com informações de Estadão e Google Notícias.

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