Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Disputa por governos na Amazônia ignora preservação e foca em obras

Campanhas com chance de vitória defendem grandes construções e minimizam efeitos das secas

Vista aérea da Amazônia
Cobertura vegetal da floresta amazônica · Foto: Andre Deak / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A preservação da floresta não tem espaço prioritário nos discursos dos candidatos aos governos estaduais na Amazônia. As campanhas com chances de vitória nas urnas neste domingo (4) optaram por defender a flexibilização das regras ambientais e o avanço de grandes obras de infraestrutura.

A postura política impacta diretamente o combate às mudanças climáticas e o modo de vida de milhares de moradores da região, já que a floresta atua como um regulador global de temperatura. Sem a proteção do bioma amazônico, o conjunto de vida vegetal e animal do local, aumentam os riscos de degradação que agravam secas, queimadas e cheias descontroladas.

Parte dos concorrentes defende abertamente medidas como a anistia para fazendeiros responsabilizados por desmatamento e o cancelamento de demarcações, as linhas que delimitam e garantem as terras ocupadas por povos tradicionais. Há também uma forte presença do negacionismo climático nos discursos, com políticos minimizando as secas extremas de 2023 e 2024 como se fossem apenas ciclos naturais, contrariando as evidências científicas.

O desenvolvimento econômico local continua sendo discutido sob a ótica da expansão agropecuária e das obras que podem facilitar a ocupação irregular de terras. Enquanto isso, mecanismos de geração de renda baseados na manutenção da floresta em pé permanecem de fora dos palanques antes do dia da votação.

Com informações de UOL e Folha.

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