Disputa teológica entre católicos e evangélicos vira munição na eleição presidencial
Promessa de Flávio Bolsonaro de 'decretar o Brasil para Cristo' escancara diferenças de visão e fomenta guerra religiosa
A disputa eleitoral pela Presidência do Brasil tem assumido contornos de guerra religiosa, impulsionada por diferenças teológicas entre católicos e evangélicos. A recente fala do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que prometeu "decretar o Brasil para Cristo" caso eleito, reacendeu tensões e trouxe para o centro do debate político expressões típicas do vocabulário cristão protestante, destacou o UOL.
Para os evangélicos, "decretar" e declarar que "Jesus é o Senhor do Brasil" são atos de fé espirituais, baseados em passagens bíblicas como as de Jeremias e Mateus, sem necessariamente implicarem domínio político ou material. Trata-se, na visão desse grupo, de buscar uma bênção para a nação. A prática é amplamente comum em cultos e congressos evangélicos pelo país.
No entanto, para setores católicos, a fala soa como uma provocação, esbarrando nas diferentes visões sobre santidade e devoção. Enquanto protestantes reconhecem apenas Deus como santo e rejeitam outras intercessões, católicos reverenciam os santos e a figura da Virgem Maria como caminhos de iluminação, tornando o discurso evangélico de "posse" do país um ponto de atrito em um Estado onde a religião, teoricamente, não deveria interferir nas diretrizes políticas.
Com informações de UOL e Folha.
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