Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Economia

Dívida pública pode ter virada de trajetória em 2027, afirma Roberto Troster

Economista aponta que peso dos juros e endividamento do Estado já travam crédito e deixam 83 milhões de brasileiros negativados

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O economista Roberto Luis Troster, coordenador do Centro de Estudos de Finanças e Economia Bancária da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Cefeb/Fipe), afirmou nesta quarta-feira (14) que o ano de 2027 representará um momento decisivo para estancar a escalada da dívida pública brasileira e reequilibrar o mercado de crédito.

O avanço das despesas governamentais impacta o orçamento cotidiano de consumidores e empreendedores: para cobrir seus rombos, o Tesouro Nacional disputa capital no mercado financeiro, elevando as taxas de juros gerais e restringindo os recursos disponíveis para financiamentos imobiliários, automotivos e de capital de giro.

Dados apresentados por Troster indicam que essa compressão financeira já afeta a solvência do país, com 83 milhões de pessoas e 9 milhões de pessoas jurídicas cadastradas em listas de inadimplentes. Pelas estimativas do especialista, 5,36% da carteira bancária nacional encontra-se com atrasos ou calotes acima de 15 dias, atingindo com força companhias de médio porte.

O economista avalia que a inflexão dessa curva exigirá reformas estruturais focadas na melhoria da qualidade do gasto e na simplificação do acesso ao crédito, pautas que estarão no centro das cobranças do mercado financeiro sobre o governo eleito que assumirá em 2027.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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