Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Política

Eduardo Bolsonaro sugere que seria chanceler em eventual governo de Flávio

Parlamentar sugeriu transferência de embaixada em Israel, adesão a plano de segurança de Trump e prometeu 'faxina' de diplomatas

Eduardo Bolsonaro em discurso
Foto: Gage Skidmore / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) elencou de forma pública as suas prioridades para a política externa e se apresentou como um potencial ministro das Relações Exteriores num eventual governo de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As sinalizações ocorreram em um vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (1º).

Apesar de destacar que o anúncio formal de ministros caberia sempre ao presidente eleito, o parlamentar fez questão de detalhar as vantagens práticas de seu acesso aos grupos políticos americanos. "Consigo colocar o Flávio na cara do gol na Casa Branca para falar com o Trump, para falar com o Marco Rubio, para decretar o CV e o PCC como grupos narcoterroristas", defendeu o deputado.

A antecipação de sua cartilha diplomática incluiu promessas como a polêmica transferência da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv direto para Jerusalém. Ele também defendeu a adesão plena do país ao "Escudo das Américas", uma aliança de segurança regional desenhada pelo ex-presidente republicano Donald Trump com governantes da direita latino-americana.

No transcorrer do pronunciamento, Eduardo Bolsonaro direcionou pesadas críticas aos métodos da diplomacia brasileira tradicional. O parlamentar encerrou avisando que já avaliou o histórico de diversos embaixadores e prometeu promover uma rígida "faxina" no Ministério das Relações Exteriores caso sua família reassuma o poder nacional.

Com informações de Google Notícias e Poder360.

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