Egito confirma prisão de equipe de jornalistas sob acusação de terrorismo
Site de checagem de fatos Matsadaash diz que prisão é retaliação; governo acusa grupo de ligação com Irmandade Muçulmana
O Ministério do Interior do Egito confirmou a detenção da equipe editorial da plataforma jornalística Matsadaash, acusando-a de envolvimento com a organização terrorista Irmandade Muçulmana. As prisões aconteceram na quarta-feira (30) e geraram protestos de organizações de direitos humanos, que alertam para a escalada da perseguição política.
O governo egípcio afirmou que o portal seria um site "não autorizado" utilizado para "divulgar informações falsas a partir do exterior e distorcer os fatos". No entanto, as autoridades não revelaram onde os repórteres estão detidos e não apresentaram as provas que embasaram as detenções.
Em sua defesa, a Matsadaash negou ter qualquer elo com grupos extremistas ou partidos políticos, ressaltando que atua desmentindo informações enganosas do próprio governo e realizando checagem de fatos desde 2018. Mahmoud Kamel, do Sindicato dos Jornalistas Egípcios, defendeu os profissionais e afirmou que a ação ajuda a instaurar um ambiente sufocante para o livre trabalho da imprensa no país. Mais de duas dezenas de jornalistas encontram-se presos no Egito, segundo a Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais (EIPR).
Com informações de UOL, RFI Brasil e Terra.
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