Empresa garante que processo de Fair Play não impede compra da SAF do Vasco
Defesa de Marcos Lamacchia afirma no tribunal que garantia bancária não recai sobre o clube
A Almirante Participações S/A, de propriedade do executivo Marcos Lamacchia, argumentou formalmente na Justiça que a negociação de compra do Vasco não está em risco pelas restrições do fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A empresa apresentou suas respostas durante o leilão judicial pelos 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol cruz-maltina.
O esclarecimento ocorreu após a juíza Simone Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, solicitar pareceres sobre a possibilidade da fiança cedida pelo Banco Crefisa ser barrada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf). Em resposta, Mário Junqueira, sócio de Lamacchia, afirmou que as ressalvas da agência impedem relações de negócio apenas com o próprio clube.
De acordo com a defesa, a fiança bancária se dá unicamente em nome da Almirante Participações e não do Vasco. "O que foi obstado pela CBF se dá diretamente ao Vasco. A decisão da CBF não obsta a garantia à Almirante, porque foi prestada à proponente", esclareceu o representante, alegando que o edital da transação previa garantias bancárias normais e não dependia de aprovações preventivas da entidade esportiva.
A defesa ainda pontuou que respeitará as punições e ordens desportivas quando elas ocorrerem, mas que isso não detém poder de desfazer o ato de venda validado pelo juízo. A aprovação da documentação contou com pareceres favoráveis dos representantes da Justiça que acompanham o caso. O fechamento da compra da SAF depende agora da aprovação por meio de assembleia do Conselho e dos sócios vascaínos.
Com informações de ge.globo e Terra.
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