Domingo, 18 de outubro de 2026
Brasil

Entenda a engenharia que segura a passarela das Cataratas do Iguaçu

Estrutura fincada na rocha suporta cheias de até 15 milhões de litros de água por segundo

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Cataratas do Iguaçu
Quedas d'água no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná · Foto: Douglas Felix / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A passarela turística das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, suportou a passagem de mais de 15,8 milhões de litros de água por segundo na quarta-feira (14). A marca representou mais de dez vezes a vazão média histórica, de 1,5 milhão de litros por segundo, cobrindo o caminho de visitação sem abalar a integridade de sua estrutura.

A resistência da construção é essencial para preservar o patrimônio do Parque Nacional do Iguaçu e assegurar o retorno do turismo após períodos de enchentes extremas. Dois dias após o pico de água, o fluxo registrado na sexta-feira (16) ainda batia 10,6 milhões de litros por segundo, exigindo a interdição temporária do acesso e a retirada preventiva de guarda-corpos.

O segredo da sustentação reside na tecnologia conhecida na engenharia como estaca-raiz, implantada durante as obras da década de 1990. Conforme explica o diretor de engenharia Vinicius Lorenzi, da empresa Fungeo, o piso não repousa livremente no fundo: perfurações de alta profundidade penetram a rocha basáltica, recebem vigas de aço reforçado e são preenchidas com concreto sob alta pressão, fixando os pilares na rocha sólida.

Essa ancoragem direta no maciço rochoso neutraliza tanto a carga vertical das multidões quanto o empuxo contínuo das correntezas torrenciais. O parque aguarda a regularização do nível das águas para reinstalar as proteções e reabrir o passeio com segurança aos visitantes.

Com informações de Google Notícias, UOL e G1.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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