Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Economia

Especialistas apontam transição abrupta no Bolsa Família e propõem saída gradual

Economistas debatem regras para dar segurança a trabalhadores e cobram clareza sobre cortes de gastos

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Economistas e especialistas em políticas sociais avaliaram, nesta quinta-feira (22), que as regras de transição do Bolsa Família para o mercado de trabalho formal precisam ser reformuladas para que a saída dos beneficiários do programa ocorra de maneira mais gradual e proporcional.

O apontamento foi feito durante debate organizado pelo jornal Estadão, mediado pelo jornalista Luiz Guilherme Gerbelli, reunindo Laura Muller Machado, professora do Insper e ex-secretária de Desenvolvimento Social de São Paulo, e Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da FGV/Ibre e ex-secretário de Políticas de Emprego. Ambos destacaram que a transição atual acontece de modo abrupto, gerando insegurança psicológica e financeira aos inscritos que temem perder a proteção do programa ao assinarem a carteira de trabalho.

Os pesquisadores sugeriram a inspiração no modelo praticado nos Estados Unidos, no qual o auxílio financeiro governamental sofre redução escalonada e progressiva conforme o salário profissional se eleva. Embora ressaltem a eficiência comprovada do Bolsa Família no alívio da miséria, os debatedores defenderam incentivos estruturais que tornem a busca por emprego formal menos arriscada para as famílias.

A discussão repercutiu também no meio político em razão de declarações sobre o tema e propostas eleitorais de ajuste fiscal, a exemplo das metas da campanha de Flávio Bolsonaro, que menciona cortes de despesas superiores a R$ 200 bilhões sem detalhar quais áreas ou políticas assistenciais seriam impactadas em eventual reformulação orçamentária.

Com informações de UOL, Estadão e Terra.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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