Estudantes de Cornell protestam após denúncia de estupro coletivo
Manifestação de milhares de alunos cobra expulsão de suspeitos e renúncia de reitor em Nova York
Milhares de estudantes da prestigiada Universidade de Cornell se mobilizaram num longo protesto pelo campus estudantil de Ithaca, em Nova York, Estados Unidos, organizando um comitê em apoio a uma ex-aluna que fez uma denúncia pública afirmando ter sido vítima de estupro coletivo. O estopim da enorme manifestação ocorreu nas primeiras semanas de outubro e chamou a atenção da imprensa ao cobrar as devidas punições formais aos sete homens apontados como os causadores diretos e violentos do crime dentro do recinto universitário, cobrando, em contrapartida, profundas alterações no jeito que a reitoria do colégio apura infrações severas e acobertamentos.
O caso obscuro acabou reacendendo os graves e antigos alertas sobre os altos riscos escondidos envolvendo qualquer tipo de violência sexual e falta de amparo dentro do ambiente e nos limites da estadia nas dependências da instituição americana de ensino. O avanço gigantesco do protesto diário evidencia a fortíssima revolta e a decepção generalizada do conselho local estudantil contra o jeito em que toda a situação tem sido conduzida e negligenciada perigosamente pela faculdade de ensino perante os protocolos lentos adotados internamente com os estudantes após sucessivas divulgações do assédio físico contra mulheres nos arredores, gerando impunidade extrema.
A jovem ex-aluna envolvida nos ataques e abusos é protegida formalmente e perante os autos pela sua defesa mantendo sua verdadeira identidade em sigilo por intermédio processual com o pseudônimo da corte de Jane Doe. Segundo o diário das movimentações apuradas na vara competente contra os indiciados, ela encaminhou uma extensa queixa oficial num caso judicial apontando de fato ter sido completamente drogada por suspeitos na festividade e covardemente agredida de maneira conjunta na residência estudantil vinculada aos limites geográficos da tradicional organização universitária referendada popularmente como fraternidade estudantil da elite Chi Phi, a qual faz integração imediata de alunos bolsistas, e cujos autores suspeitos descritos seriam companheiros de classe e conhecidos da vítima.
No evento grandioso de passeata nas escadarias públicas que parou as rotinas do colégio, a imensa multidão indignada vociferou perante dezenas de faixas pela completa expulsão acadêmica imediata dos agressores indicados para fora do complexo, e exigiu do estado um cancelamento dos documentos e a suspensão da totalidade dos diplomas já fornecidos até aqui pelas direções para com esses suspeitos listados na apuração do boletim, enquanto a universidade abafa o caso. Diversos adolescentes declararam à imprensa e às redes estarem atemorizados e revelaram ao noticiário das redes mundiais, de fato, não conseguirem circular despreocupados pelos alojamentos e pelos gramados após a expansão desastrosa da onda violenta e do silenciamento abafador do crime ser descoberto.
Além das fortes queixas perante os homens criminosos da fraternidade acusada, o agrupamento indignado canalizou muitas condenações diretamente voltadas à frouxidão e às medidas do alto comando da estrutura acadêmica, requerendo em uníssono perante os prédios a saída da administração do dirigente eleito da unidade, exigindo sua rápida substituição. De acordo com o comitê representante na greve da universidade nova-iorquina, os mandatários serão forçados e pressionados para entregar e repassar tudo para uma longa averiguação de sindicatos e instâncias com supervisores isentos vindos totalmente de fora da universidade com a capacidade legal para abrir o espaço a fim de auditar falhas do reitor Michael Kotlikoff e dar alguma margem verídica e comprobatória garantindo que Jane e demais mulheres prejudicadas alcancem de fato respostas concretas e reparação civil frente ao Estado sobre todas os ataques sofridos na localidade.
Com informações de G1 e Google Notícias.
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