Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Mundo

Exilada, María Corina Machado é excluída de negociações dos EUA sobre a Venezuela

Líder da oposição venezuelana denunciou corrupção em contratos petroleiros negociados por Washington

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A líder da oposição venezuelana María Corina Machado permanece exilada no Panamá e sem participação na mesa de negociações conduzida pelo governo dos Estados Unidos para a transição política em Caracas.

O isolamento da principal dirigente opositora revela uma guinada pragmática na política externa de Washington para o país sul-americano. Para a população venezuelana, a estratégia americana prioriza a estabilidade imediata e o controle sobre as maiores reservas de petróleo do planeta, mantendo a estrutura de poder vigente em vez de apoiar uma substituição imediata liderada pelo bloco dissidente.

Em entrevista concedida ao jornal americano The New York Times, Machado afirmou que tentou retornar à Venezuela em sete ocasiões distintas — utilizando rotas aéreas, marítimas e terrestres —, mas foi barrada em todas as tentativas. A líder relatou que o governo de Donald Trump optou por manter Delcy Rodríguez, número dois do antigo regime, no Palácio de Miraflores como sua interlocutora central após a queda de Nicolás Maduro, embora Machado tenha ponderado que aceita a necessidade de uma transição gradual.

A dirigente opositora elevou as críticas contra o empresário Alejandro Betancourt, a quem acusou de enriquecimento ilícito após fechar parceria com a gestão americana para controlar cerca de um quinto das reservas petrolíferas venezuelanas. Enquanto Washington consolida os acordos comerciais e mantém contatos com nomes como Dinorah Figuera, Machado busca preservar canais com autoridades republicanas no exterior para tentar influenciar a convocação de eleições futuras.

Com informações de Público (Portugal), UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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