Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Economia

Exportações brasileiras para China recuam enquanto vendas para União Europeia saltam 60%

Queda nos embarques de carne e soja para o país asiático contrasta com o aumento expressivo no mercado europeu

As exportações de produtos brasileiros para a China registraram uma queda de 7,6% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, movimentando US$ 7,89 bilhões. Em contraste com o mercado asiático, as vendas do Brasil para a União Europeia deram um salto expressivo de 60,1% no mesmo período, atingindo a marca de US$ 6,95 bilhões.

O desempenho distinto entre os dois grandes blocos comerciais ajuda a explicar o resultado geral da balança comercial brasileira e mostra uma mudança pontual nos destinos dos produtos nacionais. A compensação de perdas em um mercado por ganhos em outros protege a economia brasileira de impactos mais severos causados por barreiras comerciais ou por variações de demanda de uma única região.

A retração nos negócios com a China foi impulsionada pela redução nos embarques de carne bovina, soja, minério de ferro e milho. No caso da carne, a queda chegou a 93,5%, resultado do limite atingido na cota comercial do país asiático, que ativa uma sobretaxa e encarece a venda do produto. Pelo lado das importações, o Brasil comprou 12,6% a mais do parceiro asiático, resultando em um superávit brasileiro mais apertado, de US$ 0,83 bilhão no mês.

Apesar do recuo com os chineses, o impacto foi mitigado, já que parte do volume de carne foi redirecionado para os Estados Unidos e outras nações. Ao mesmo tempo, as importações vindas da União Europeia caíram 8,7% no mês, fortalecendo ainda mais os resultados da balança comercial do Brasil nas relações com os países europeus.

Com informações de InfoMoney e UOL.

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