Sábado, 24 de outubro de 2026
Saúde

Farmácia Popular atua na proteção de renda das famílias vulneráveis, indica estudo

Pesquisa da USP e da UFMG mostra que compra de remédios compromete quase metade do orçamento livre dos mais pobres

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O programa Farmácia Popular cumpre uma função determinante na preservação da renda financeira das famílias brasileiras de menor poder aquisitivo, conforme aponta estudo conduzido por economistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A investigação demonstra que o acesso gratuito a remédios contínuos poupa os cidadãos mais vulneráveis de um desequilíbrio orçamentário profundo. No estrato de 5% da população que mais gasta com medicação, a compra desses produtos em farmácias comerciais absorveria 45,8% de sua renda disponível — o saldo restante após a quitação de despesas com habitação e comida.

A partir de microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, o levantamento estimou que 1,14 milhão de lares atingem a marca de gasto catastrófico definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), desembolsando mais de 10% de todos os seus rendimentos em itens para hipertensão, asma e diabetes, além de fraldas e absorventes.

A coordenação técnica da pesquisa ressaltou que a manutenção dessa assistência farmacêutica pública é fundamental para impedir que milhares de pessoas sejam empurradas para a pobreza extrema em decorrência de tratamentos médicos essenciais.

Com informações de UOL e Folha.

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