Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Cultura

Filme de J.P. Cuenca sobre assédio judicial estreia na Mostra de SP

Documentário "144 – Apocalipse Não" narra a saga do escritor processado por dezenas de pastores da Igreja Universal.

Walter Salles
O cineasta Walter Salles · Foto: Adam Chitayat / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O filme "144 – Apocalipse Não", dirigido e protagonizado pelo escritor J.P. Cuenca, será exibido no dia 24 de outubro na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O longa, que recebeu elogios recentes do cineasta Walter Salles, fará sua estreia nacional antes, na sexta-feira (9), no Festival do Rio.

O documentário lança luz sobre os bastidores do chamado assédio judicial, mostrando o impacto de centenas de processos sobre um mesmo alvo. Na obra, Cuenca viaja por diversas cidades do interior do Brasil para tentar encontrar e dialogar pessoalmente com os autores dessas ações cíveis.

O enredo tem base em um problema real enfrentado pelo próprio diretor no passado. Em junho de 2020, o autor publicou nas redes sociais que "o brasileiro só será livre quando o último Bolsonaro for enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal". O texto era uma adaptação satírica de uma frase de Jean Meslier, pensador do século 18.

Logo após a publicação, o escritor virou alvo de 144 processos praticamente idênticos protocolados por diferentes pastores da igreja, exigindo um total de R$ 3,3 milhões em indenizações. Na época, o Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro chegou a processar a Igreja Universal por danos morais coletivos devido ao assédio, mas a instituição sempre negou ter coordenado as ações entre os religiosos.

Com informações de UOL e Folha.

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