Domingo, 11 de outubro de 2026
Esportes

Flamengo e Fluminense mantêm aliança política nos bastidores às vésperas de clássico

Rivais no gramado se unem na gestão conjunta do Maracanã e em ações com patrocinadores, apesar de divergirem sobre divisão de cotas de televisão

Clube de Regatas do Flamengo
Sessão em homenagem aos 130 anos do Clube de Regatas do Flamengo. · Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

O clássico entre Flamengo e Fluminense pelo Campeonato Brasileiro de futebol apresenta um cenário de alinhamento político e cooperação nos bastidores esportivos do Rio de Janeiro. Embora disputem pontos decisivos nos gramados, as diretorias dos dois clubes consolidaram parcerias operacionais na gestão do Estádio do Maracanã e planejam ações comerciais conjuntas durante a partida, como a exibição de mensagens de apoio ao setor de apostas esportivas.

Essa aproximação afeta diretamente o futebol carioca e o uso de bens públicos, determinando quais equipes podem atuar no principal estádio da capital fluminense. Neste ano, o consórcio formado por Flamengo e Fluminense vetou o uso da arena pelo Club de Regatas Vasco da Gama em três confrontos da Copa Sul-Americana e do campeonato nacional, contra Palmeiras, Independiente Santa Fé e Boca Juniors.

A disputa gerou um impasse no Poder Judiciário: o Vasco chegou a obter uma liminar, que é uma decisão judicial provisória concedida com urgência, autorizando a realização do jogo contra o Boca Juniors no Maracanã. Pouco depois, a desembargadora Suely Lopes Magalhães acolheu um mandado de segurança do consórcio Fla-Flu e suspendeu a decisão, mantendo o confronto sem praça esportiva definida enquanto o clube cruzmaltino prepara recurso.

A harmonia administrativa entre os rivais teve outros precedentes no torneio, como o adiamento em 24 horas do clássico do primeiro turno após um pedido conjunto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para viabilizar o retorno do Flamengo de uma partida no Peru. Por outro lado, dirigentes de ambas as agremiações mantêm atritos abertos em duas pautas estratégicas: a distribuição dos direitos de transmissão televisiva do torneio nacional e o projeto para limitar o número de atletas estrangeiros nos elencos do país.

Com informações de UOL e Google Notícias.

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