Flávio Bolsonaro traça plano para reformar o Itamaraty aos moldes dos Estados Unidos
Projeto da campanha propõe metas comerciais e foco em 35 países prioritários
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende promover uma reestruturação intensa no Itamaraty caso saia vitorioso na corrida eleitoral. Em reuniões restritas, o principal articulador de política externa da campanha, Marcos Degaut, tem apresentado aos diplomatas o projeto conhecido como "reforma Marco Rubio", inspirado nas políticas do antigo governo de Donald Trump nos Estados Unidos.
A principal meta do plano é direcionar os esforços diplomáticos brasileiros quase exclusivamente a um seleto grupo de 35 países, chamado de G35, formado pelas nações do G20, Israel e vizinhos sul-americanos alinhados à direita. Segundo a proposta, em vez de manter uma ampla rede de representações pelo mundo, o Brasil criaria "superpostos" em regiões estratégicas, cortando custos e cobrando metas estritas de exportação e investimentos dos diplomatas de carreira.
A reforma também ataca uma das maiores reclamações internas do Itamaraty: o sistema de promoções. O plano é abolir a senioridade absoluta em favor de critérios de mérito comercial e "realismo propositivo". Embora a equipe do candidato negue o fechamento radical de relações com a China ou perseguições políticas ao corpo diplomático, o projeto almeja um vínculo muito mais estreito com as políticas de Washington em relação a commodities e minerais críticos.
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