Fósseis na Mongólia indicam que animais surgiram 200 milhões de anos antes do estimado
Estudo publicado na Science Advances aponta que vida animal teve início há até 800 milhões de anos, antes de grandes glaciações
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Pesquisadores descobriram em formações rochosas antigas da Mongólia indícios de que os primeiros animais podem ter surgido no planeta entre 800 milhões e 700 milhões de anos atrás, durante o período Neoproterozoico. A conclusão, que recua em cerca de 200 milhões de anos o início estimado do reino animal, foi divulgada em estudo publicado na revista científica Science Advances.
A descoberta transforma a compreensão da biologia evolutiva sobre as origens da vida complexa ao demonstrar que os ancestrais de organismos animais já se desenvolviam e prosperavam antes de a Terra atravessar suas glaciações globais mais severas, refutando a ideia de que o reino animal só teria se estabelecido após o degelo do planeta.
Até a análise das amostras mongóis, os fósseis mais antigos de organismos multicelulares complexos concentravam-se na biota de Weng'an, sítio geológico de 590 milhões de anos localizado na China. Devido ao altíssimo nível de detalhamento e à ausência de estruturas animais naquele depósito chinês, a comunidade científica supunha que os primeiros animais só teriam surgido de forma súbita pouco antes do período Cambriano, que teve início há cerca de 539 milhões de anos.
Ao examinarem microfósseis da formação de Kheseen, em território mongol, os cientistas identificaram padrões de divisão celular característicos de embriões animais primitivos, abrindo caminho para novas expedições de campo que busquem datar com maior precisão os primeiros estágios da linhagem multicelular.
Com informações de Google Notícias, UOL e Folha.
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