França detém dezenas após protestos de estudantes por superlotação saírem de controle
Manifestações exigindo mais professores e condições viáveis fecharam escolas e terminaram em confronto com as autoridades em todo o país
Um dia de greves nacionais e reivindicações na França atingiu um pico de tensão após estudantes secundaristas liderarem protestos violentos na terça-feira (29). Pelo menos 400 pessoas foram detidas, sendo a vasta maioria adolescentes, enquanto a polícia empregava gás lacrimogêneo e barricadas nas portas de instituições de ensino em todo o território francês.
Os jovens contestavam o quadro contínuo de superlotação de salas de aula e a carência de professores nos quadros de escolas públicas, demandando melhores cronogramas e condições de trabalho. Diante dos atritos que seguiram o bloqueio da entrada dos colégios, o ministro do Interior, Laurent Nunez, admitiu o grande volume de jovens presos temporariamente e indicou que a contagem ainda seria atualizada nas horas seguintes.
A turbulência nos pátios das escolas ocorre simultaneamente à pressão que servidores públicos impõem sobre o Executivo da França. Profissionais de saúde, corpo de bombeiros e as próprias associações de professores encamparam uma paralisação com a presença estimada de 300.000 adeptos, buscando reajustes nos salários do funcionalismo na mais recente prova de resistência entre a sociedade civil e a gestão de seus serviços fundamentais.
Com informações de The Guardian, Al Jazeera, The Independent e New York Times.
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