França mobiliza forças militares e proíbe manifestações em Marselha após violência
Governo aciona soldados da Operação Sentinelle para conter protestos após distúrbios que deixaram 2 mil detidos e prédios atacados
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O governo da França anunciou nesta terça-feira (20) a mobilização de efetivos militares da Operação Sentinelle para reforçar a segurança durante os protestos convocados para o próximo sábado em várias regiões do país. Em paralelo, a Prefeitura de Polícia de Bouches-du-Rhône determinou a proibição de marchas e reuniões públicas nas ruas de Marselha para conter atos de vandalismo.
As medidas de contenção ocorrem na sequência das mobilizações do último fim de semana, que reuniram de 500 mil participantes, segundo dados do Ministério do Interior, a 800 mil manifestantes, segundo a Confederação Geral do Trabalho (CGT). Os atos iniciados por estudantes contra a precarização das escolas ganharam adesão de sindicatos contra o custo de vida e terminaram em confrontos violentos, com cerca de 2 mil prisões e 1,5 mil lojas depredadas.
Com o acionamento das tropas militares, o governo visa proteger prédios públicos e patrimônios estratégicos para liberar o contingente policial nas ações de dispersão e choque nas ruas. No centro francês, a prefeitura de Limoges foi parcialmente consumida por um incêndio criminoso, episódio que elevou o alerta de segurança máxima das autoridades antes da nova rodada de paralisações.
Com informações de UOL, Revista Oeste e Veja.
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