Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Economia

Fusão entre Paramount e Warner envolveu acordo sobre a CNN e disputa com a Netflix

Para formar a Skydance, o empresário David Ellison precisou vencer lances concorrentes e acatar exigências da Justiça contra práticas anticompetitivas.

Sede Paramount Skydance
Prédio One Astor Plaza com letreiros da Paramount e Skydance · Foto: Nielsoncaetanosalmeron / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A conclusão oficial da compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, anunciada na terça-feira (6), sacramentou o nascimento da nova gigante de mídia Skydance, sob o comando do herdeiro do setor de tecnologia David Ellison. O negócio bilionário superou uma longa disputa com estúdios concorrentes e um sério impasse com a Justiça dos Estados Unidos.

O nível de exigência para fechar a aquisição demonstra como o governo americano age para evitar que um pequeno grupo controle a maior parte das opções de entretenimento no mundo. Para o consumidor, os acordos costurados na Justiça garantem que novas opções de filmes continuarão sendo produzidas pelas telas de cinema e que as coberturas de notícias seguirão separadas das imposições comerciais dos estúdios.

Para conseguir assumir o controle da nova empresa, Ellison travou uma verdadeira batalha financeira e precisou de muito fôlego para afastar o interesse direto da plataforma Netflix na Warner. A disputa nos bastidores exigiu que o empresário fizesse nove ofertas sucessivas, firmando a Skydance em uma posição competitiva de peso atrás apenas de concorrentes consolidados, como Disney e Amazon.

O obstáculo final do longo processo de compra ocorreu nos tribunais, após procuradores-gerais estaduais moverem uma ação para bloquear o negócio por suspeita de formação de monopólio. Para colocar um fim ao impasse, a Skydance aceitou ceder e se comprometeu a criar um conselho editorial independente para manter a integridade jornalística da emissora CNN, além de investir um bilhão e meio de dólares a mais em filmes ao longo dos próximos cinco anos.

Com informações de UOL, Estadão, Folha e Money Times.

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