Inadimplência das famílias bate recorde no Banco Central e chega a 8%
Juros para pessoas físicas sobem para 61,7% ao ano, segundo dados de agosto
A taxa de inadimplência das famílias brasileiras alcançou 8% em agosto, o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011 pelo Banco Central (BC). Os números, divulgados nesta terça-feira (29), mostram também que, no panorama geral do Sistema Financeiro Nacional, a inadimplência bateu recorde de 5,04%. As empresas, contudo, mantiveram o atraso estável em 3,3%.
O encarecimento das dívidas ajuda a explicar a piora. Os juros médios do crédito livre para as pessoas físicas avançaram para 61,7% ao ano, com alta expressiva no cartão de crédito rotativo, cujas taxas saltaram para 444,9% anuais. Em outra modalidade, o crédito pessoal consignado no setor privado praticamente dobrou a sua inadimplência em um ano, atingindo 10,6%, após mudanças no formato de cobrança de trabalhadores demitidos. Em julho, as famílias tinham 49,9% da sua renda atrelada a dívidas, com 28,7% da remuneração totalmente comprometida no pagamento de débitos.
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