Índia reprime atos e prende líderes após cancelamento de 130 milhões de títulos
Manifestantes em Nova Déli acusam órgão eleitoral de manobra para favorecer partido de Narendra Modi
A polícia da Índia dispersou manifestações populares e prendeu mais de mil participantes neste sábado (10) em Nova Déli, durante protestos contra o cancelamento de cerca de 130 milhões de títulos eleitorais no país asiático.
A contestação atinge o equilíbrio político da nação mais populosa do mundo, uma vez que legendas de oposição sustentam que a exclusão dos registros foi direcionada para prejudicar o eleitorado adversário e beneficiar a legenda governista do primeiro-ministro Narendra Modi, no poder há 12 anos.
A revisão dos cadastros foi conduzida pela Comissão Eleitoral indiana no ano passado sob o argumento de atualização cadastral, mas ativistas alegam que eleitores regulares foram expurgados sem aviso prévio. O órgão oficial nega qualquer viés partidário no procedimento.
Os atos foram convocados pelo movimento juvenil Partido das Baratas, que teve seu fundador Abhijeet Dipke e outros dois dirigentes detidos pela polícia no aeroporto de Nova Déli ao desembarcarem na capital. O coletivo exige uma investigação parlamentar independente sobre as anulações e o afastamento da cúpula eleitoral.
Com informações de G1 e Google Notícias.
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