Irlanda propõe corte de 141 bilhões de euros no orçamento da União Europeia
Medida foca em agradar países que defendem maior rigor nas contas e preserva as verbas de agricultura
A Irlanda, que atualmente detém a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, propôs um corte substancial de 141 bilhões de euros no próximo orçamento de longo prazo do bloco. A medida, detalhada neste sábado (10), pretende baixar o montante global para o período de 2028 a 2034 em 8% na comparação com o que havia sido sugerido pela Comissão Europeia no início das negociações.
O ajuste orçamentário foi desenhado estrategicamente para construir um consenso político com os chamados Estados "frugais", encabeçados pela Alemanha, que defendem um controle mais rigoroso sobre os gastos comunitários. Apesar da tesourada, o novo plano continua sendo 30% maior do que as contas do quadro plurianual atual.
Para compensar a necessidade de cortes e não travar as discussões, os cortes mais severos recaíram sobre os programas europeus de competitividade econômica e de cooperação global. Por outro lado, as verbas vitais destinadas à coesão e à agricultura, que representam a maior fatia das despesas históricas, sofreram uma redução de apenas 3%.
O secretário de Estado dos Assuntos Europeus da Irlanda, Thomas Byrne, afirmou que o objetivo da proposta é resolver o "trilema orçamentário", que consiste em equilibrar o financiamento de novas prioridades de defesa sem prejudicar áreas tradicionais e as finanças de cada país. O documento orientará as conversas dos líderes de governo durante a reunião de cúpula marcada para a próxima semana. Caso aprovado sem alterações, o orçamento ficará em cerca de 1,62 trilhão de euros a preços de 2025.
Com informações de Observador (Portugal) e Euronews.
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