Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Brasil

Justiça da Inglaterra rejeita troca de advogados de vítimas de Mariana

Decisão em Londres garante permanência do escritório Pogust Goodhead no processo contra a BHP

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Reassentamento urbano de Bento Rodrigues
Reassentamento de Bento Rodrigues em Mariana · Foto: SLidice (WMB) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Tribunal Superior da Inglaterra negou nesta segunda-feira (12) a substituição dos representantes legais de mais de 200 mil atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão, ocorrido em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. O pronunciamento judicial mantém o escritório britânico Pogust Goodhead na condução da ação coletiva movida em Londres contra a mineradora BHP.

A definição traz estabilidade à tramitação jurídica no exterior, que busca indenizações bilionárias contra a multinacional anglo-australiana que detinha metade do controle da Samarco na época do desastre. A disputa interna sobre quem tem legitimidade para representar as vítimas ameaçava atrasar as etapas decisórias do julgamento em território britânico.

No fim de agosto, o comitê de atingidos havia votado pela rescisão do contrato com o Pogust Goodhead para repassar a representação ao escritório norte-americano Bailey Glasser International (BGI), alegando insatisfação com a condução das tratativas. A banca inglesa contestou a competência do colegiado para impor a alteração, o que motivou a abertura de processos paralelos unificados pelo juiz Adam Constable.

Após o revés desta segunda-feira, a nova banca norte-americana e a liderança dos atingidos declararam decepção com o resultado e comunicaram que avaliam recursos jurídicos cabíveis. O magistrado responsável pelo caso marcou audiências para as próximas semanas para dar seguimento ao cronograma processual da ação.

Com informações de UOL e Folha.

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