Sábado, 24 de outubro de 2026
Brasil

Justiça proíbe fabricante de refrigerantes Poty de fazer coação eleitoral

Decisão atende a ação do MPT após distribuição de cola com candidatos em canal interno de avisos no interior paulista

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A Justiça do Trabalho da comarca de São José do Rio Preto, no interior paulista, proibiu a empresa Bebidas Poty de realizar qualquer ato de assédio ou coação eleitoral contra seus funcionários, além de vetar o uso de canais internos para propaganda partidária.

A decisão atendeu a pedido liminar apresentado em ação civil pública pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e busca resguardar a liberdade democrática e a confidencialidade do voto dos trabalhadores. O processo teve origem após denúncias de que a companhia teria divulgado uma "cola eleitoral" com nomes e números de candidatos em um grupo corporativo de comunicados que reúne cerca de 150 empregados.

O despacho judicial determina que a fabricante garanta o sigilo das preferências eleitorais de sua equipe e abstenha-se de ameaças, constrangimentos ou promessas de vantagens. A empresa também foi intimada a divulgar um informe institucional a todos os colaboradores reforçando o direito de livre escolha nas urnas, devendo comprovar o cumprimento nos autos.

A direção da Bebidas Poty declarou em nota que não cometeu assédio eleitoral e que preza pela liberdade de opinião de cada cidadão. A empresa destacou ainda que uma apuração aberta em 2022 sobre suposto favorecimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terminou arquivada por ausência de provas.

Com informações de UOL e Folha.

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