Terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Lituânia avança para liberar armas nucleares em seu território, e Rússia promete reagir

Parlamento aprovou mudança na Constituição para permitir armamentos e bases da Otan; votação final ocorre em janeiro

O Parlamento da Lituânia deu um passo inicial nesta terça-feira para alterar a Constituição do país e acabar com a proibição da presença de armas de destruição em massa e bases militares estrangeiras em seu território. A medida foi aprovada preliminarmente por 106 votos a favor, 18 contra e seis abstenções, em uma votação no Seimas, a assembleia legislativa nacional.

A mudança busca permitir que as Forças Armadas lituanas participem plenamente dos exercícios e planos de defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental. Atualmente, a legislação proíbe que aeronaves ou navios aliados carregando armas nucleares entrem no espaço do país, que faz fronteira com a Bielorrússia e com o enclave russo de Kaliningrado.

A iniciativa ocorre em um momento de fortes debates entre países europeus sobre como reforçar a segurança diante das ameaças de Moscou. O governo russo reagiu rapidamente, chamando a movimentação da Lituânia de uma "escalada" no conflito regional e alertando que poderá tomar medidas de retaliação caso o armamento seja de fato alocado na fronteira.

Apesar da aprovação em primeira instância, a alteração constitucional exige um longo trâmite. Uma segunda votação será necessária após um período de espera de três meses, estando agendada para 12 de janeiro. Para entrar em vigor de forma definitiva, o projeto precisará contar com o apoio de pelo menos 94 dos 141 parlamentares do país na nova sessão.

Com informações de G1, Google Notícias e Euronews.

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