Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Política

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre concursos públicos e servidores

Planos de governo contrastam corte de ministérios com continuidade do concurso unificado

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Flávio Bolsonaro
O senador e candidato Flávio Bolsonaro · Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas divergentes para o funcionalismo público e a realização de concursos na corrida eleitoral do segundo turno, agendado para 25 de outubro.

O posicionamento dos dois concorrentes define o modelo de gestão pública para os próximos quatro anos e impacta diretamente a rotina de milhões de servidores federais e concurseiros que buscam vagas em órgãos da União.

O plano apresentado por Flávio Bolsonaro tem como bandeira a redução dos custos da administração por meio de uma medida batizada de "tesouraço", que prevê extinguir pelo menos dez dos atuais 39 ministérios, enxugar cargos comissionados e combater penduricalhos salariais que furam o teto do funcionalismo. A campanha sustenta a modernização dos serviços com foco em contenção de contratações fora das áreas prioritárias.

Em sentido oposto, o programa de Lula defende manter as mesas permanentes de negociação com as entidades sindicais, reforçar a capacitação dos quadros públicos e assegurar a continuidade do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) como mecanismo de democratização de acesso aos cargos. Nenhuma das duas candidaturas, no entanto, detalhou prazos para novos editais ou alterações estruturais nas tabelas salariais em seus programas encaminhados à Justiça Eleitoral.

Com informações de Google Notícias e IstoÉ.

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