Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Urgente Flávio Bolsonaro lidera primeiro turno e disputará Presidência com Lula
Política

Lula perde mais de 3 milhões de votos em relação à eleição passada e mira virada inédita

Presidente registrou queda de apoio em todas as regiões do país, enquanto Flávio Bolsonaro cresceu em relação ao desempenho do pai em 2022.

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais mostrou uma redução expressiva na base de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que perdeu 3.379.966 votos na comparação com o pleito de 2022. Enquanto o petista fechou a primeira rodada com 53,8 milhões de votos (45,16%), o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 56,1 milhões (47,03%), somando 5 milhões de apoiadores a mais do que seu pai, Jair Bolsonaro, havia obtido na disputa de quatro anos atrás.

Os números refletem uma mudança significativa no humor do eleitorado e mostram o desafio matemático do atual governo para o segundo turno. Para seguir no Palácio do Planalto, o Partido dos Trabalhadores precisará realizar uma virada sem precedentes, já que, na história democrática recente do Brasil, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu vencer a corrida presidencial final.

A perda de votos do presidente ocorreu em todas as regiões do país, mas o impacto mais duro foi registrado no Sudeste, onde Lula teve cerca de 1,8 milhão de apoios a menos do que em 2022. Por outro lado, Flávio Bolsonaro conseguiu superar o desempenho de seu pai de forma generalizada, destacando-se fortemente no Nordeste e no Sudeste, regiões onde acumulou um ganho conjunto de 3 milhões de votos.

A campanha agora se volta para a atração dos eleitores que escolheram outros candidatos ou que não compareceram às urnas. A equipe de Flávio tentará consolidar o sentimento antipetista e garantir a transferência de votos úteis da direita, enquanto Lula busca mobilizar sua base e reconquistar as áreas perdidas antes da votação decisiva do próximo dia 25 de outubro.

Com informações de Veja, Poder360 e Google Notícias.

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