Manchester City é considerado culpado de 114 infrações financeiras na Premier League
Clube teria inflado receitas em mais de R$ 6 bilhões com acordos simulados e corre risco de perder títulos
O Manchester City foi declarado culpado pela Premier League de cometer 114 infrações às regras de Fair Play Financeiro durante um período de nove anos. O veredito, divulgado por uma comissão independente, concluiu que o clube inglês maquiou suas finanças e ocultou sua real situação econômica dos órgãos reguladores.
De acordo com o relatório da liga, os Citizens teriam utilizado "acordos comerciais simulados" por meio de empresas ligadas ao dono do clube, inflando artificialmente as receitas. O mecanismo teria gerado uma redução de custos de mais de 900 milhões de libras (cerca de R$ 6,2 bilhões). A entidade também apontou que a equipe ultrapassou limites de gastos da Uefa e falhou no dever de cooperação durante o processo.
As possíveis sanções esportivas ao time comandado por Pep Guardiola vão desde pesadas multas até a perda de pontos, retirada de títulos e exclusão do campeonato. Uma nova audiência, mantida em sigilo, será realizada para definir as punições.
Em resposta à decisão, o Manchester City reforçou que é inocente e prometeu recorrer em todas as instâncias cabíveis até sexta-feira. Em comunicado interno, o diretor-executivo do clube, Ferran Soriano, classificou o caso como fruto de uma "teoria da conspiração" da Premier League e afirmou possuir "provas irrefutáveis" de inocência.
O caso mobilizou personalidades do futebol. Ex-jogadores com passagens marcantes pela Inglaterra, como Wayne Rooney, Rio Ferdinand e Mauricio Pochettino, manifestaram-se sobre a situação. O espanhol Rodri se tornou o primeiro atleta com passagem pelo City a falar publicamente do escândalo.
Com informações de The Guardian, Trivela, Der Spiegel, ESPN Brasil e UOL.
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